Hanumān Jayantī, o nascimento de Hanumān.

Hoje é celebrado o nascimento de Hanumān, considerado, a um só tempo, uma encarnação de força e devoção.

Filho de Vāyu, o vento, foi ele que cruzou o oceano com um salto para descobrir o paradeiro de Sītā, a esposa sequestrada que Rāma tanto procurou.

Foi ele que, tendo a força para matar sozinho todos os rākṣasas de Laṅkā, incluindo Rāvaṇa, e resgatar Sītā, não o fez para que Rāma, seu senhor, o fizesse.

Foi ele que, incitado a localizar e trazer uma erva rara que crescia em uma montanha específica e que seria a única capaz de curar Lakṣmaṇa, irmão de Rāma, gravemente ferido em batalha, trouxe a montanha inteira, incapaz de distinguir exatamente aquela erva específica.

Mas sua devoção não era evidente apenas na força prodigiosa com que se valia para cumprir tarefas aparentemente impossíveis, mas estava presente mesmo nos mais insignificantes atos.

Quando retornou de Laṅkā, após ter localizado Sītā, precisava contar as boas novas a Rāma, que ansiosamente esperava alguma resposta. Com a cautela de não prolongar a angústia do seu amado nem por mais um segundo, teve a cautela de dizer a frase – como permite a língua sânscrita – colocando o verbo em primeiro lugar: “dṛṣṭā sītā iti tattvataḥ – Vista foi Sītā em verdade.”

Tal era a devoção de Hanumān: capaz tanto de proezas heroicamente vigorosas quanto de primores de sutileza.

A sua vida exemplifica o fato de que a força e disposição que temos para realizar qualquer coisa é sempre proporcional à fé que depositamos naquilo. A fé – literalmente, no caso de Hanumān – move montanhas.

Que ele nos inspire para que possamos dar o nosso melhor.

Jaya Hanumānji!

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